Terapia Centrada em Jesus Cristo

O princípio da Terapia Centrada em Jesus Cristo, está no fato da nossa conversão (uma busca profunda pela mudança de vida).  Está presente em todo ser humano, pelas suas constantes crises existenciais (Quem eu sou, de onde vim, para onde irei) e com isso sempre presente conflitos de relacionamentos pessoais e interpessoais em uma busca permanente pela felicidade, como diz Pascal “ o homem tem um vazio do tamanho de Deus”.

Ou seja, mantendo o livre arbítrio, que consiste em nossa escolha por uma vida nova na busca pelo sentido existencial.  A nossa relação com o Criador sempre será livre em amor e de busca por um viver feliz aqui e depois; que perdemos pela queda (O ser humano não  pode por si mesmo atingir o padrão de perfeição de Deus  por esforço próprio, não pode salvar-se) e que nos faz falta e, então  a queremos de volta, o que nos é oferecida  pelo Criador por meio do seu Unigênito Filho Salvador, Jesus Cristo.João3:16, II Cor 5:17.  Ou seja, o convertido (salvo, perdoado, que crê e busca O Salvador Único) quer ser dirigido, alimentado, protegido, guiado e seguir as suas instruções para o seu bem viver em todos os níveis dos seus relacionamentos com o Criador, sua criação e seus semelhantes.

Portanto, é uma relação de Pai e Filho, logo é um relacionamento dirigido, instruído, porém livre e em amor. O convertido caminha de volta para o Pai, enquanto Este, já  o está aguardando com atitudes de amor, perdão, direção, provisão e salvação.Um caminho na direção e na busca do resgate, unidade e governo perfeito, que nos faz verdadeiramente felizes para sempre… Fique claro que nessa relação de resgate, terapêutica e de socorro sempre a busca partirá do Pai e cabe livremente a essa criatura querer, buscar e aceitar o socorro oferecido por Ele, que não nos condena e não nos censura, contudo nos acolhe, nos perdoa, ama e nos salva de nós mesmos e do vazio existencial presente no nosso mundo interior e exterior. Enquanto alimentamos os nossos desejos como criaturas caídas, afastadas do relacionamento com o Pai percebemos nossa busca mesmo sem entender, quando da manifestação das crises que podem ser observadas no medo, angústia, tristeza, preocupações, depressões e incertezas quanto ao futuro. Vivenciando uma crise relacional com o Pai e uma conduta inaceitável em seus relacionamentos verticais (com o Divino) e horizontais ( com seu semelhante e o meio).

A TCJC vem em busca do perdido, do rebelde, do pecador (pois não atingiu o padrão de perfeição do Pai) que se arrepende e é perdoado, que é ouvido e acolhido, que não é censurado, mas amado, que se vê perdido, mas recorre ao Salvador, que quer voltar e busca a provisão, a direção, a instrução e socorro dado pelo Pai por meio de seu Filho Modelo, Jesus Cristo. Por que nós não seguimos os seus mandamentos?  Porque nos afastamos dele, nos tornamos rebeldes e incapazes de cumpri-los por nós mesmos. Isso produz uma angústia de alma e uma sensação real de perda de sentido da vida.  Nós não viemos de uma explosão, mas  de uma criação dirigida, planejada, poderosa e livre!  Nosso relacionamento com o Pai é de liberdade, amor e responsabilidade em união com Ele.

Bem, nesse processo de cura  ou salvação da  parte dele para conosco de inicio precisamos entender que necessitamos da morte da nossa vontade, desejos e programas que nos foram instalados pelo sistema do eu, ou do meio onde fomos educados.  Eu quero, eu posso, eu faço… eu… eu… eu… precisa dar lugar  a Deus. Conforme Gálatas 2:20 diz “ Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do filho de Deus, que me amou e assim mesmo se entregou por mim”. E ainda Cl. 2:20 “ Se estás mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças , como se vivêssemos no mundo”. Ainda Paulo escreve a Timóteo em  IITm2:11 “ Fiel  é esta palavra:  Se já morremos com Ele, também com Ele viveremos”.  Ainda em Romanos 6:2,4,6,11; 8:36;Gl5:24; I Pd2:24; II Cor 4:11. Estes e outros textos bíblicos reforçam esta necessidade de morrermos para nós mesmos, para o sistema relacional sem perdão, morrermos para o mundo, mesmo estando ainda no mundo.  Isso vale dizer  que teremos vida por meio da morte espiritual( seus desejos, egoísmos, pensamentos contrários aos do Pai).

Logo, se Cristo agora vive em nós (os curados, salvos) Ele viverá em nós e nós nEle! Ora, se Cristo vive em mim, porque estou aflito? Preocupado?  Com desejos que não são dele? Daí os conflitos relacionais com o Pai e conseqüentemente no meio em que vivemos e com quem nos relacionamos.

 

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